Dirigido por Oliver Hirschbiegel. Com Naomi Watts e Naveen Andrews.
Filme retrata Lady Di de maneira simplista em cinebiografia que pouco acrescenta
2013 estar sendo o ano das cinebiografias, mas das
cinebiografias frustantes. A melhor até então é “Renoir”, sobre o pintor
francês que é um filme simpático e pouco mais que isso, mas também teve “Jobs”,
sobre o criador da apple, que é de uma superficialidade assustadora. E ainda teve
“Lovelace”, que era uma visão unilateral
da protagonista de “Garganta Profunda”, e também “Camille Claudel, 1915”, um
retrato desagrádavel do sofrimento da amante do escultor Rodin que também era
artista plástica. Em breve vai ter mais um longa sobre Mandela, outro sobre um
tal de um mordono negro que acompanhou cinco presidentes na casa branca e ainda
tem um sobre os criadores do polêmico site WikiLeaks, mas quem cheogu primeiro
ao Brasil (nos Estados Unidos, a estréia é primeiro de novemebro) foi a
princessa mais adorada de todas.
Diferente do esperado, o
filme “Diana” estar sendo destruído pela crítica e ignorado pelo público. Antes
do lançamento, ele estava causando altas expectativas, afinal Naomi Watts é uma
das melhores atrizes de sua geração e o diretor era o alemão Oliver de “A Queda!
– As Últimas Horas de Hitler”, que foi indicado ao Oscar de filme estrangeiro e
era um impecável relato sobre os momentos finais do ditador alemão. Ainda
assim, o fato do filme ser baseado no livro “Diana: O Último Amor da
Princessa”, que apenas relata um romance segredo que a princessa de Gales teve com
um médico paquistanes, criou algumas ressalvas. E, de fato, o filme não é muito
mais que isso. O longa inicia no dia de sua morte, depois volta dois anos no
tempo para contar como eles se conheceram, as dificuldades do relacionamento e
como eles estavam quando ela morreu. Até poderia dar certo, afinal “Sete Dias
Com Marilyn” pega um momento nada especial da vida de Marilyn Monroe e consegue
dissecar a personalidade dela muito bem. Não é o caso de “Diana”, que mostra a princessa
da forma mais óbvia possível.
O longa mostra o relacionamento
dos dois e tenta reafirmar que Diana é como qualquer outra mulher. Ele não
gosta de exposição, não sabe como reagir com o assédio, sua família é
conservadora, mas ele estar loucamente apaixonado por ela. Já ela é rodeada de
luxo e fama, mas se sente só e precisa de um amor verdadeiro. Essa história é
velha, já vimos ela antes. “Um Lugar Chamdo Nothing Hill” é um exemplo disso. A
diferença é que essa é a história de amor de DIANA, então aparece seu interesse
por causas sociais.
O problema é que o romance
central não segura o filme. O casal não tem química, os diálogos são por vezes
artificiais e a direção não tem nada da elegância de “A Queda!”. Na verdade,
ela é bastante banal, quase televisiva e quando mostra alguma personaldade é
forçada - vide a cena inicial que a câmera recua brusamente quando a
protagonista olha para atrás.
Quanto ao elenco, não há
nenhum coadjuvante relevante, tudo é jogado para o casal central, o que poderia
ser ótimo, mas não é. Quem faz o médico-amante é Naveen Adrews, da série
“Lost”. Ele é forçadinho e nada carismático. Em relação a Naomi, que todo mundo
que já viu “Cidade dos Sonhos”, “21 Gramas” ou até mais recentemente em “O
Impossível” sabe que é boa atriz, não faz feio, mas não chega a obter grandes
resultados. Ela pega alguns trejeitos de Diana, mas não chega a captar sua
essência. Aquela simpátia enorme, aquela espontaniedade que todos adoraram nela
não tem muito em sua interpretação quase sempre calculada - e isso é bastante
culpa do roteiro, que nunca é realista, estar mais para comédia romântica de
tão leve e artificial.
Enfim, deve servir para os
curiosos e não chega a irritar muito, mas não consegue obter suas ambições: 1 –
decifrar quem foi Diana e 2 – qual foi sua importância e impacto. Para esse
segundo item tem a cinebiografia “A Rainha”, que apesar de retratar a época após
sua morte, mostra perfeitamente o peso que Diana teve. Essa, sim, é uma
cinebiografia de diálogos ácidos e inteligentes, com direção segura e precisa e,
claro, atuações magníficas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário